Todo time campeão, precisa contar com um número interessante de jogadores formados na sua base. É assim, nesses momentos de glória, que um jogador consegue se firmar no profissional e até cavar a sua vaga no time titular. Em momentos de pressão e crise, só faz perder esses jogadores. O Corinthians tem um histórico enorme de jogadores da base que surgiram em momentos críticos e brilharam com a camisa de outro clube.
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| Alguns jogadores da base, usados no time de 1988. |
Mas, em 1988, o Corinthians foi campeão do Paulistão 88 contando com um ótimo número de pratas da casa, mantendo, assim, a base para a conquista do Brasileirão de 1990.
Do time titular ao longo do campeonato, quatro atletas era formado na base do Timão: Ronaldo, Marcelo Djan, Márcio Bittencourt e Marcos Roberto.
Na reserva, jogadores que entravam nos jogos durante o campeonato: Dama, Pinella, Ailton, Ari Bazão, Edmundo e, claro, Viola, que estava voando durante a disputa da Copa João Saad, o campeonato de aspirantes, que fazia a preliminar dos jogos da rodada. Viola, como a história mostra e todos sabem, entrou como titular em apenas uma partida, a finalíssima, em Campinas, contra o Guarani. E marcou o gol do vigésimo título paulista do Timão.
O Corinthians começou a usar jogadores de sua base, como sempre, por falta de recursos financeiros para contratar bons jogadores. Manteve a sua base do ano anterior, que fez uma péssima campanha na Copa União 87, terminando em último lugar de seu grupo. Perdeu algumas peças e, para 1988, contratou Denílson, zagueiro que veio do América/RJ e os pontas Paulinho Carioca, do Fluminense e Paulinho Gaúcho, que fora contratado junto ao Caxias/RS.
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| Viola marca o gol e joga a camisa pra torcida. Ele tinha outra por baixo. |
O que a gente lembra de Paulinho Gaúcho naquele campeonato, é dele dançando ao lado de Viola, na comemoração do gol do título.
Márcio Bittencourt e Marcelo Djan vinham sendo utilizados já na Copa União de 1987.
Marcos Roberto chegou a ser titular na campanha do Paulistão 1987, estreando de forma categórica na vitória por 3 a 0 contra o rival Palmeiras. Em 1988, manteve-se como titular ao lado de Edmar, porém, quebrou o braço na vitória por 3 a 2 diante do Santos, no quadrangular semi-final e ficou de fora da disputa do título.
Ronaldo, o goleiro, iniciou o campeonato como titular, devido a uma lesão do goleiro Carlos. Valdir Peres foi vendido no final da temporada passada. Estreou no campeonato contra o São Paulo e até pênalti pegou. Mas, a sua estréia no gol corintiano foi num amistoso no início de 1988, contra o Santos no Pacaembu, onde fechou o gol na vitória do Timão por 1 a 0, gol de Éverton. Perdeu a vaga de titular quando Carlos voltou à forma, mas retomou a titularidade com a nova lesão do veterano. E, daí por diante, foram dez anos titular da meta alvinegra, com várias glórias conquistadas.
Edmundo (que chegou a marcar gols no campeonato e jogou a primeira partida da final contra o Guarani como titular), Dama, Pinella e Aílton foram os outros pratas da casa utilizados durante a campanha.
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| Uma das formações que o Corinthians usou em 1988 conta com 05 jogadores revelados na base. |
Mas, foi Viola que ficou marcado na conquista desse título. Estreou no segundo tempo contra o Palmeiras, na partida de volta do quadrangular semi-final, no Morumbi, numa quarta feira fria. Fria no tempo, fria no insosso 0 a 0 no placar.
Viola voltou a entrar num jogo no segundo tempo da primeira partida da final contra o Guarani, ajudando o Corinthians a empatar o jogo, com o gol de Edson. E botou fogo na torcida. Com arrancadas insinuantes e levando muito perigo à meta adversária, Viola carimbou a sua titularidade na partida final em Campinas. Na final, se consagrou marcando o gol do título e se tornou inesquecível ao jogar a camisa pra torcida. Ele tinha outra por baixo. Predestinado Viola, já contava em marcar o gol no jogo. O gol do título do vigésimo Paulista do Timão.



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