segunda-feira, 13 de novembro de 2017

1987: UM ANO DE INFERNO E PARAÍSO.

Em 1987 o Corinthians viveu uma de suas histórias de amor e ódio mais intensa com a sua torcida. Dez anos depois de sair da fila de 23 anos sem conquistar nenhum título e já com 04 títulos conquistados e times interessantes montados, o Timão aproveitou a base de 1986, que caiu nas fases finais do Brasileirão diante do América/RJ e, trazendo mais alguns novos nomes, montou um time interessante para o ano pós-Copa do Mundo.
Do time do ano anterior, perdeu Casagrande para a Europa, mas manteve o goleiro Carlos, o lateral Edson, os zagueiros Mauro, Jatobá e Edvaldo, o artilheiro Edmar, o ponta João Paulo, os meio campistas Biro-Biro e Eduardo Amorim.
Corinthians 1987
Um fato que chama atenção, por causa da frequente ausência do goleiro Carlos por conta da Copa do Mundo de 1986, o Corinthians contratou o goleiro veterano Waldir Peres, titular da Copa de 1982.
Carlos serviu a seleção na Copa, saindo como o goleiro menos vazado do mundial, mas não reconquistou a sua posição de titular no Time de Parque São Jorge. Waldir Peres foi tão bem que se manteve na posição de principal goleiro do Timão.
Profissional de primeira grandeza, Carlos se manteve dignamente quieto, respeitando a fase do companheiro de equipe. Carlos só voltou a ser titular da meta corintiana em 1988, quando Waldir Peres fora vendido para a Portuguesa.
Outra história interessante desse ano, foi que, no início de 1987, em plena campanha política corintiana, o então presidente do clube, Roberto Pasqua, contratou, para tentar garantir a sua reeleição no cargo mais alto do clube, o ponta-direita Jorginho, ídolo palmeirense e um jogador de qualidade técnica indiscutível.
O jogador veio, mas a candidatura, não. Pasqua perdeu para Vicente Matheus, que acabou fazendo do Corinthians campeão brasileiro, pela primeira vez em sua história, em 1990, além do maravilhoso título paulista em 1988.
Dentro de campo, o Corinthians fez um péssimo primeiro turno do Paulistão, terminando em penúltimo lugar, um ponto à frente do Novorizontino. O meia Éverton chegou no meio da competição, numa ação de desespero do presidente Matheus, para tentar dar mais qualidade ao time.
Se foi por Éverton ou não, a verdade é que o time deu a volta por cima no segundo turno, vencendo 13 dos 19 jogos e chegando à semi-final dando show com um 5 a 1 no Santos de Mendonça e Rodolfo Rodrigues no jogo de ida. Edmar anotou quatro vezes nesse jogo (o outro foi de Jorginho).
O Corinthians chegou à final e não resistiu ao time um pouco mais entrosado do São Paulo.
Mas, a Fiel Torcida fez a sua parte. Aplaudiu a campanha de recuperação do time e, aos gritos de "Corinthians, Corinthians", recebeu um a um de seus jogadores ao levantar o troféu de vice-campeão.
Pouca vezes um vice-campeão foi tão ovacionado na história do futebol mundial. Só podia ser o Corinthians e sua torcida sensacional.
Pra onde for, onde estiver, seremos sempre CORINTHIANS.

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