Era chegada a hora. Dia 06 de agosto de 1995. A alma do corintiano era lavada.
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| Espetacular cena, que só o corintiano sabe o que é. |
O Corinthians, por sua vez, conseguiu neutralizar a força ofensiva do Palmeiras com uma marcação firme sobre o traíra Rivaldo e, principalmente, Edílson, os homens de armação do meio de campo palmeirense. Com isso, os jogadores Amaral e Mancuso tiveram que subir mais ao ataque e tentar armar para Muller e Alex Alves, sobrecarregando Índio na marcação. O Timão se aproveitou disso e começou a construir os seus contra ataques pela esquerda, repetindo jogadas parecidas com a do gol de Marcelinho no primeiro jogo.
Ainda no primeiro tempo, o técnico do Corinthians colocou Vítor no lugar de André Santos, que saiu depois de se sentir mal em campo. Coitado do garoto... amarelou diante de uma grande decisão. Faz parte, fazer o que?
No segundo tempo, o Palmeiras voltou com Nílson no lugar de Alex Alves e passou a atacar mais. Em 10 minutos de jogo, o Palmeiras teve três boas chances de marcar, mas, foi aos 11 que Rivaldo recebeu de Roberto Carlos, e, dentro da área, deu um toque sutil para Nílson apenas desviar de Ronaldo, fazendo 1 a 0 para a equipe alviverde.
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| Ninguém superou a raça corintiana no campeonato. |
Era o momento que a torcida se calava por um instante... todos sabiam do perigo de um lance desse tipo... menos o argentino. E ele nos deu um presente ao derrubar Marcelinho bem ali. Uma cobrança de falta de Marcelinho naquela posição era como se fosse um pênalti. Marcelinho fez o seu ritual. Se ajoelhou, conversou com a bola, colocou o bico da bola para o lado de baixo, deu os tres passos para trás e se concentrou. Do outro lado, temeroso, o goleiro Velloso pediu para Muller tomar conta do seu canto direito. E foi ali, no canto direito do goleiro palmeirense que Marcelinho Carioca, o maior ídolo da história do Todo Poderoso Corinthians, colocou a bola, no ângulo, no único espaço entre a cabeça do camisa 7 alviverde e a trave, no único espaço que a bola poderia passar. E ali passou, como se houvesse colocado com as mãos.
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| Traíra não teve vez com a defesa do Timão. |
Marcelinho, você é do Corinthians. E isso te faz maior do que qualquer seleção, de qualquer parte do mundo.
Depois de sofrer o gol, o Palmeiras se perdeu em campo. O técnico Eduardo Amorim, para se aproveitar do bom momento, colocou Elivélton no lugar de Marques, que não fazia um bom jogo e o caminho do Corinthians era a esquerda.
O técnico do Palmeiras, Carlos Alberto Silva, respondeu colocando o meia Válber no lugar de Edílson, tentando, assim, furar o bloqueio da zaga alvinegra.
Aos 34 minutos, Tupãzinho entrou no lugar de Souza, para reforçar a marcação no meio e proporcionar maior velocidade aos contra ataques corintianos.
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| Momento maravilhoso: a explosão do gol. |
Aos 43 minutos, Roberto Carlos sentiu a coxa e foi substituído por Flávio Conceição.
Viola tentou um chute, o seu primeiro durante todo o jogo. Sono profundo...
Aos 48, o juiz apitou o final da partida. Era o final do tempo regulamentar. Agora, teríamos prorrogação.
O preparo físico dos jogadores do Corinthians foi fundamental para a conquista do campeonato e isso ficou claro durante a prorrogação.
O Palmeiras não tinha mais pernas para ameaçar o gol corintiano. Até mesmo o valente Mancuso se arrastava em campo. Com isso, no primeiro tempo da prorrogação, o Corinthians foi mais ao ataque e levou muito perigo para a meta de Velloso, como no chute forte de Viola no canto direito do goleiro palmeirense, que teve que se esticar para defender, ou a sequência de tres escanteios cobrados por Marcelinho Carioca, quando o atacante quase marcou um gol olímpico.
No segundo tempo, o Palmeiras partiu par ao tudo ou nada, mas faltou gás. Aos 9 minutos aconteceu um bate rebate incrível dentro da área corintiana e o lateral Silvinho acabou tirando de qualquer maneira a bola em cima da linha, salvando o que seria, certamente, o gol do tri-campeonato palmeirense.
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| Elivélton, autor do gol de título mais lindo da história. |
Elivélton pegou de três dedos e a bola fez uma curva incrível e entrou no ângulo esquerdo de Velloso, que pulou, mas nada pode fazer.
GOLAÇO.
O time todo sai correndo para comemorar, em êxtase, junto à torcida. Elivélton, inclusive, imita o gesto de Viola de sete anos antes, jogando a camisa para a torcida. Ele tinha outra por baixo.
Aí, meu amigo, foi só esperar o árbitro apitar o final do jogo para comemorar o vigésimo primeiro título da história do Timão, o maior vencedor de Campeonato Paulista da história.
Ser Corinthians não se explica, não se aprende em lugar nenhum. Ser Corinthians é estado de graça, é um dom que se recebe quando ainda estamos no ventre.
Sendo campeão ou não, o corintiano é fiel, não abandona o seu time nunca.
Agradeço aos céus por ter nascido corintiano.
O brigado por existir, CORINTHIANS.
Ser Corinthians não se explica, não se aprende em lugar nenhum. Ser Corinthians é estado de graça, é um dom que se recebe quando ainda estamos no ventre.
Sendo campeão ou não, o corintiano é fiel, não abandona o seu time nunca.
Agradeço aos céus por ter nascido corintiano.
O brigado por existir, CORINTHIANS.
FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS: Ronaldo; André Santos (Vítor), Célio Silva, Henrique e Silvinho; Zé Elias, Bernardo, Marcelinho e Souza (Tupãzinho); Viola e Marques (Elivélton). Téc.: Eduardo Amorim
PALMEIRAS: Velloso; Índio, Antônio Carlos, Cléber e Roberto Carlos (Flávio Conceição); Amaral, Mancuso, Edílson (Válber) e Rivaldo; Alex Alves (Nílson) e Muller . Téc.: Carlos Alberto Silva
Local: Estádio Santa Cruz - Ribeirão Preto (SP)
Data: 06/08/1995
Árbitro: Remi Harrel (França)
Público: 46.594
Renda: R$ 439.108,00
Gols: Nílson (11 - 2º), Marcelinho (15 - 2º) e Elivélton (14 - 2º prorrogação)
Data: 06/08/1995
Árbitro: Remi Harrel (França)
Público: 46.594
Renda: R$ 439.108,00
Gols: Nílson (11 - 2º), Marcelinho (15 - 2º) e Elivélton (14 - 2º prorrogação)





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