sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

1995: CHEGA DE SER COADJUVANTE, O CORINTHIANS É PROTAGONISTA (Parte #07)

O Corinthians foi o classificado do Grupo 2 da segunda fase do Paulistão 95 para a final do campeonato, para jogar contra o classificado do Grupo 1, o Palmeiras. E vou dizer uma coisa: não era fácil enfrentar o Palmeiras, patrocinado pela indústria do leite, que mandava e desmandava nos bastidores. Compravam o que queriam...
O Corinthians teve que se mostrar forte naquela decisão, para que a farra não continuasse.
Viola em ação no primeiro jogo da final de 95. 
Manobras, desmandos, ações, tudo que tinha de errado por detrás do pano, teve que ser enfrentado pelo time do Corinthians ao entrar, no dia 30 de junho de 1995, no campo do Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto/SP, para enfrentar o time alviverde.
O Timão mandou a campo a escalação que o técnico Eduardo Amorim tinha a convicção de ser a ideal para o time naquela temporada: Ronaldo; André Santos, Célio Silva, Henrique e Silvinho; Zé Elias e Bernardo; Souza e Marcelinho Carioca; Viola e Marques.
Foi um jogo bem equilibrado, com o Corinthians superior no primeiro tempo, com mais consistência no toque de bola e levando mais perigo à meta adversária, apesar do pênalti que Bernardo cometeu em Muller, mas, desperdiçado por Roberto Carlos.
Ainda no final da primeira etapa, o circo começa a ser montado novamente. Bernardo sofre grave agressão do finado atacante palmeirense Alex Alves e, mesmo sem ter revidado, é expulso pelo péssimo arbitro Oscar Roberto de Godoy, que já havia se metido em confusões durante o mesmo campeonato.
Os dirigentes corintianos ameaçam não voltar ao segundo tempo. Os dirigentes palmeirenses, pra fazer pressão, dizem que eles não voltariam. O circo dos corruptos estava armado. Naquela época era sempre assim. A indústria do leite armava circo, fazia o que queria e sempre saía impune.
Sistema defensivo do Corinthians jogou muito.
Mas, o Corinthians voltou a campo. O jogo se equilibrou um pouco, mas, numa ótima escapada de Silvinho pela esquerda, Marcelinho Carioca chutou a bola cruzada rasteira pelo lateral de primeira e abriu o placar do jogo. 1 a 0.
Com o recuo natural de quem está na frente do placar num jogo de final, Ronaldo mostra a grande forma, fazendo defesas incríveis, para desespero da torcida verde e para o narrador Sílvio Luiz, que narrava o jogo torcendo, descaradamente, contra o Corinthians. Foi assim a carreira inteira deste senhor. Nunca conseguiu ser imparcial quando narrava jogos do Corinthians. Torcia contra descaradamente.
E a lambança do juiz e seus assistentes continuou. Já na reta final do jogo, Elivélton escapou e foi agredido de maneira maldosa pelo maldoso zagueiro Antonio Carlos. O juiz nada deu. Porém Viola pegou a sobra, limpou o goleiro Velloso e marcou o gol. Aí, o árbitro voltou atrás e deu a falta. Mas, não mostrou cartão para o zagueiro, que, com uma cotovelada no atacante corintiano, o deixou desmaiado no chão por alguns minutos.
Realmente, os dirigentes corintianos tinham razão em não querer voltar com o time para o segundo tempo. Era muita palhaçada.
Depois de uma longa paralisação e muito bate boca, o jogo prosseguiu e, no minuto final, o Palmeiras empata com Nílson. Um castigo para o melhor time em campo, que se preocupou somente em jogar futebol e não usar de artimanhas de patrocinador.
A partida terminou empatada, mas, a certeza de que o Corinthians iria conquistar o título era absoluta. Tinha mais time, tinha mais força, tinha mais vontade !!!
E tudo ficou para o domingo seguinte.


(continua...)

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