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| Corinthians pronto para a primeira batalha de 1995. |
No dia 14 de junho, o Corinthians entrava em campo, no Estádio do Pacaembu, para enfrentar o time do Grêmio pela primeira partida da final da Copa Do Brasil de 1995.
O time do técnico Eduardo Amorim sabia o que tinha que fazer em campo. Morder desde o início e não dar espaços para o ataque do adversário, principalmente nos cruzamentos na área, jogo fundamental daquele time, treinado pelo péssimo Luis Felipe Scolari, o mesmo técnico que levou 10 gols em dois jogos seguidos de Copa do Mundo, sendo 7 em apenas um jogo.
O time do Grêmio vinha na base de seu treinador mesmo, naquele "pega-pega, vâmo-vâmo" e acreditavam ser um time superior à qualquer outro do Brasil.
Ledo engano.
O Corinthians entrou com Ronaldo, Vítor, Henrique, Célio Silva e Silvinho; Marcelinho Paulista, Bernardo, Marcelinho Carioca e Souza; Fabinho e Viola.
Zé Elias suspenso e Marques, contundido, desfalcaram o Timão. Vítor jogou no lugar do garoto André Santos, por opção tática.
Marcelinho, o Paulista, entrou bem no jogo. Fabinho não pode dizer o mesmo.
Mas, ainda sim, o Corinthians massacrou o Grêmio logo no primeiro tempo, tendo, pelo menos, oito oportunidades claras de gol nos primeiros 45 minutos.
A torcida vinha junto e os jogadores do Grêmio ficaram assustados. Pela primeira vez no ano, jogavam contra uma equipe de camisa pesada.
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| Viola: finalmente acordou pra vida e marcou o primeiro do jogo. |
O Timão massacrou. Mas, o gol solitário do primeiro tempo, saiu aos 41 minutos. Marcelinho Carioca recebeu de Henrique, numa falta rolada no meio de campo. Ninguém chegou no meia. Todos estavam na área para esperar o cruzamento sempre perigoso do meia. Quando Marcelinho recebeu livre, a defesa do Grêmio tentou sair, mas, se desgovernou. Marcelinho teve tempo de pensar o que fazer, olhar para onde iria enfiar a bola... aí, meu amigo, é caixa!!! Ele cruzou uma bola apetitosa. Viola só precisou se antecipar à defesa e ir de encontro com ela. 1 a 0 Corinthians. Festa nas arquibancadas, como ninguém faz no mundo. Festa da torcida mais apaixonada do planeta.
Era pouco... muito pouco... não transformar em gols uma diferença técnica gritante, como nessa do primeiro tempo, é dar uma segunda chance ao adversário. E o adversário aproveitou essa chance.
O segundo tempo foi mais equilibrado. Logo no início o zagueiro Adílson - aquele mesmo que, jogando pelo Corinthians, deixou que aquele jogador do Palmeiras fizesse um gol ajoelhado - cabeceou meio torto uma bola cruzada na área do Timão e Ronaldo fez uma bela defesa. A primeira sua no jogo.
Logo em seguida, Bernardo tentou trazer a pressão de volta, dando uma meia-bicicleta, eu o goleirinho Danrlei defendeu.
Mas, o Grêmio se retrancou. Se assustou demais com a pressão no campo e nas arquibancadas e tremeu. Parecia um ratinho na toca... mas, em uma escapada, ganhou o gol de empate. Numa bola lançada na área do Corinthians, através de uma falta, o bate e rebate fez com que a pelota terminasse no pé do volante gremista Luís Carlos Goiâno e, de lá, para o gol. Aos 20 minutos do segundo tempo, 1 a 1.
Restava ao Corinthians buscar o segundo gol. O empate era muito injusto àquela altura. O Grêmio não o fazia por merecer. Eles jogavam numa retranca absurda. Não queriam jogo.
O Corinthians foi pra cima e, aos 26 minutos, numa cobrança de falta magistral, Marcelinho Carioca botou o Corinthians na frente de novo.
Cansado, Bernardo deu lugar a Ezequiel e Fabinho, machucado, saiu para Elivélton entrar.
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| A retranca gremista não foi páreo ao ímpeto corintiano. |
Mas, nada mais aconteceu no jogo... o Grêmio abdicou de jogar e só deu chutão.
De especial, somente a expulsão de Wagner Mancini, que havia entrado no lugar Paulo Nunes, por agressão à Marcelinho Carioca.
Anos depois, eu estava trabalhando de repórter fotográfico, cobrindo os treinos do Paulista de Jundiaí, minha terra natal, e Wagner Mancini jogava pelo Galo da Japi. Alguns repórteres, brincando, disse que Mancini havia "afinado" pro Marcelinho. Wagner então dizia, sorrindo: " - Eu queria matar o Marcelinho. Mas eu sou louco de ficar ali? Eu dei um chute nele quando ele estava caído no chão e, quando olhei para trás, eu vi o Célio Silva, o Vítor e o Bernardo correndo pra cima de mim. Queimei o chão, amigo!!!".
Histórias do futebol.
E, aqui, a nossa história de 1995 ainda terá muitos capítulos. Aguardem.
Ficha técnica:
CORINTHIANS 2 X 1 GRÊMIO
1º Jogo da final da Copa do Brasil de 1995
Data: 14/ 06/ 95
Local: Estádio Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu) - São Paulo/SP
Corinthians: Ronaldo; Vitor, Henrique, Célio Silva e Silvinho; Bernardo (Ezequiel) e Marcelinho Paulista; Marcelinho Carioca e Souza; Fabinho (Elivélton) e Viola. Técnico: Eduardo Amorim.
Grêmio: Danrlei; Arce, Luciano, Rivarola e Carlos Miguel; Dinho (Gélson), Adílson, Alexandre e Luís carlos Goiâno; Paulo Nunes (Wagner Mancini) e Jardel. Técnico: Luís Felipe Scolari.
Gols: Viola (41' 1ºT); Goiâno (20' 2ºT) e Marcelinho (26' 2ºT)



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