quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

1995: CHEGA DE SER COADJUVANTE, O CORINTHIANS É PROTAGONISTA (Parte #05)

Era chegada a hora.
Depois de jogar bem - e convencer - na primeira rodada das semifinais do Paulistão, no domingo anterior, o Corinthians entrou em campo na quarta feira, dia 21 de junho de 1995, no Estádio Olímpico, para encarar o Grêmio pela segunda e última partida da final da Copa Do Brasil daquele ano.
No primeiro jogo da final, vitória corintiana por 2 a 1, fora o massacre. Mas, eles acharam um gol... e, na cabeça de todos, principalmente da grande mídia, sempre contra o Corinthians, esse gol era o suficiente para tirar o título inédito das mãos do Timão, tendo em vista os feitos daquela equipe do Grêmio antes de enfrentar o Todo Poderoso Timão, com viradas contra São Paulo, Palmeiras e Flamengo.
Marcelinho: o melhor jogador de 1995.
O jogo do domingo anterior, contra a boa equipe do União São João de Araras/SP, válida pelo Paulistão, na casa do adversário, fez com que o Corinthians pegasse "corpo" para o embate final da Copa do Brasil.
O jogo começou com o Grêmio mordendo, tentando devolver a pressão que recebeu no jogo de ida, em São Paulo. Mas, diferentemente do próprio Grêmio, no jogo em questão, o Corinthians aguardava uma bola boa para contra atacar. Então, entre algumas investidas gremistas e até boas defesas do goleiro Ronaldo, o Corinthians contra atacava com perigo, fazendo com que o Grêmio não se atirasse totalmente ao ataque, como fizera em jogos passados, contra outro adversários.
O primeiro tempo emocionante terminou. Ficou tudo para o segundo tempo. Que começou de forma mais calma, um pouco mais estudada. O Grêmio não venceria o Corinthians da forma que estava acostumado, na base do grito de seu treinador. Aliás, como era de praxe em times treinados por este senhor.
O Corinthians tomou conta do jogo e perdeu chances incríveis com Marques, que apareceu sozinho na área, mas não conseguiu se equilibrar para o arremate, facilitando a vida do goleiro Danrlei e com Marcelinho, de cabeça, aí sim, exigindo ótima intervenção do goleiro gremista.
Aos 27 minutos, num ataque do Grêmio pela direita, o meia Souza rouba a bola do paraguaio Arce, lhe dá um drible desconcertante e despacha a bola para o meio de campo. O zagueiro paraguaio Rivarola recupera e tenta sair jogando com o mesmo Arce, mas, Souza não se deu por vencido e lhe rouba a bola novamente e, aí sim, faz um passe certeiro para Marques puxar o contra ataque. Ainda houve tempo de Rivarola agredir covardemente o camisa 10 do Timão, impedindo-o de continuar a jogada. Então, Marques teve que carregar a bola sozinho e, após um drible humilhante no volante Carlos Miguel, ganha o campo de ataque e rola a bola para Viola,na altura da meia lua, que, desatento (como no ano inteiro), perde a dividida para Adílson (aquele mesmo que, jogando com a camisa corintiana, assistiu o jogador do Palmeiras marcar um gol ajoelhado), mas, a bola sobra limpa e doce para Marcelinho Carioca bater na saída do goleiro e marcar o gol do título inédito do Corinthians, na casa do adversário.
Não teve pra ninguém.
Corinthians é campeão em terra adversária.
Comemoração corintiana em terra de freguesia. Marcelinho Carioca, gigante como sempre.
Após o gol, vergonha alheia. O time do Grêmio partiu para agressões gratuitas e um dirigente do time gaúcho invadiu o campo tentando tumultuar tudo, para que o Corinthians perdesse a cabeça como eles... não conseguiu. O Corinthians é TIME GRANDE!!!
Paulo Nunes tentou dar uma de espertinho e levou um tapa na orelha do garoto Silvinho. Os dois foram expulsos. Engraçado que Paulo Nunes nasceu para apanhar de jogadores do Corinthians, né... ahahahah
Não deu, Grêmio. À sua torcida, restou assistir a comemoração corintiana em seu pleno território.
O Corinthians era o primeiro clube paulista a conquistar a Copa Do Brasil. E de maneira invicta, com 08 vitórias e 02 empates.
O Corinthians comemorou e extravasou. Era o primeiro título de grande importância após ser massacrado pelo dinheiro da indústria do leite, que comprava títulos e juízes.
Era a redenção de Marcelinho Carioca, de Ronaldo e Souza.
Mas, tinha mais... a história de 1995 continua firme.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS: Ronaldo, André Santos (Vítor), Célio Silva, Henrique e Silvinho; Zé Elias, Bernardo, Marcelinho e Souza; Viola e Marques (Tupãzinho). Téc.: Eduardo Amorim
GRÊMIO: Danrlei, Arce,Adílson, Rivarola e Carlos Miguel; Dinho (Alexandre), Gélson, Luíz Carlos Goiano e Arílson; Paulo Nunes e Jardel. Téc.: Luis Felipe Scolari

Local: Estádio Olímpico - Porto Alegre (RS)
Data: 21/06/1995
Árbitro: Márcio Rezende de Freitas (MG)
Público: 47.352
Renda: R$ 740.415,00
Gol: Marcelinho (26 - 2º)

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