sábado, 18 de novembro de 2017

SÍMBOLOS DE TÍTULOS Parte 01

Todo título tem a sua história. Todo título tem os seus personagens. E, todo título tem um nome que personifica o feito. Podemos contar mil e uma histórias sobre determinada conquista, mas, um nome em especial, vai sempre simbolizar o triunfo final.
Eis aqui, na opinião do blog, os personagens que deram nome às principais conquistas do Corinthians desde 1977:

Basilio

BASÍLIO

Basílio é o nome mais conhecido da história do Corinthians, na minha humilde opinião. Autor do mais icônico gol de nossa história, João Roberto Basílio, nascido em São Paulo em 1949 chegou ao Corinthians ao ser contratado junto à Portuguesa de Desportos, uma raridade, já que a Portuguesa sempre se negou a vender jogadores ao Corinthians, por pura rivalidade.
A vida desta pessoa mudou ao anotar o gol que deu fim ao jejum de títulos. Num time que não era dos melhores da história, mas que possuía no seu plantel jogadores como Palhinha, Zé Maria e Wladimir, Basílio simboliza a raça corintiana, mostrada por jogadores lendários daquele time como Ruço, Vaguinho, Geraldão e Romeu Cambalhota.




PALHINHA

Palhinha, meu ídolo quando eu era criança...
Palhinha
Após conquistar a Libertadores da América pelo Cruzeiro, Palhinha chegou ao Corinthians no ano seguinte e foi o grande jogador do time na campanha que tirou o Time de Parque São Jorge da fila de 23 anos. Porém, não jogou a partida que sacramentou o título do Timão, com o gol de Basílio, por conta de uma contusão.
Em 1979, mesmo com a chegada do grande craque do futebol brasileiro que surgia, o Dr Socrates, Palhinha ainda foi o principal jogador do time que conquistou o Paulistão daquele ano. Inclusive marcando gol na final.
Palhinha é o símbolo daquela conquista, a primeira após o fim do jejum.





Biro-Biro


BIRO-BIRO

É emocionante falar de Biro-Biro. Falar de Biro-Biro é falar de Corinthians. Um representa o outro. Impressionante foi a identificação deste pernambucano com o Timão. À custa de quê? De muita determinação e entrega para obter as glórias ao Corinthians. Biro-Biro era a cara do Corinthians porque tinha raça, tinha vontade e não desistia nunca.
"Não compramos o Falcão, mas eu trouxe aí um tal de Lero-Lero". Assim o então presidente do Corinthians, Vicente Matheus, anunciou a contratação de Antônio José da Silva Filho, o Biro-Biro que tanto encantou o Brasil. Ou melhor, a nação corintiana.
Em 1982, marcou dois dos tres gols na finalíssima do Paulistão contra o rival São Paulo e se consagrou de vez no coração da torcida.
Se aquele timaço contava com Sócrates, Zenon e Casagrande, além do craque Wladimir, Biro-Biro era o motor que fazia a engrenagem funcionar.
Todos precisavam dele. E ele sempre soube disso.
Após 10 anos de clube, teve o seu contrato encerrado e foi vendido à Portuguesa.
Lembro-me bem do dia da apresentação dele por lá. Que tristeza...
Mas, Biro-Biro se tornou o símbolo desta conquista histórica.







Sócrates

SÓCRATES

O título do Paulistão de 1983 tem um nome: Sócrates.
Craque de primeira grandeza, liderava o movimento da Democracia Corintiana e jogava como ninguém no país naquele momento.
Não por acaso foi o capitão da lendária seleção brasileira na Copa de 82.
Sócrates foi o primeiro grande jogador talentoso da história do Corinthians. A sua técnica apurada e até uma certa falta de vibração nos gols, causaram estranheza na torcida. Mas, aos poucos, tanto o Sócrates, como a torcida corintiana, entenderam um ao outro e viveram felizes para sempre.
Sócrates é o nome da conquista de 1983, não somente pelo gol decisivo na finalíssima contra o São Paulo, mas por jogar tão bem durante todo o certame e, com a sua genialidade, resolver a parada contra o rival Palmeiras na semi-final.
Saudades dessa época. Saudades do Doutor, que nos deixou de forma precoce.










Viola


VIOLA

Dois jogos entrando na metade do segundo tempo e apenas um jogo inteiro foi suficiente para Paulo Sérgio Rosa, o Viola, se tornar o símbolo de uma das conquistas mais emblemáticas da história corintiana.
A falta de dinheiro (sempre ele), fez com que o time procurasse a solução em sua base, trazendo, assim, muitos jogadores ao time profissional.
E, assim, chegou Viola.
E, mesmo contando com medalhões da melhor qualidade na equipe, o gol marcado na final contra a "seleção" do Guarani, lá em Campinas, fez desse rapaz o símbolo do Campeonato Paulista de 1988.

Nenhum comentário:

Postar um comentário